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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Você sabe quantos anos de vida pode ganhar por praticar atividades físicas?


(Fonte da imagem: Thinkstock)
Pesquisadores de Harvard determinam em quanto os exercícios podem aumentar a nossa longevidade.
Você deve estar cansado de escutar que fazer exercícios faz bem para a saúde, não é mesmo? Contudo, embora inúmeros estudos tenham demonstrado que a prática de atividades físicas está relacionada à longevidade, nunca ninguém soube precisar quanto tempo de vida os esportistas “ganham” devido aos treinos — até agora!
De acordo com uma notícia do site Harvard gazette, um estudo realizado por pesquisadores dessa universidade e do Instituto Nacional de Câncer dos EUA conseguiu determinar qual é a quantidade de anos que uma pessoa adepta a atividades físicas regulares ganha simplesmente por praticar exercícios.

Longevidade garantida

Os pesquisadores avaliaram dados de 650 mil pessoas, coletados durante um período médio de 10 anos. Esses indivíduos foram então divididos em diferentes grupos, considerando variáveis como os índices de massa corporal (IMC) e os níveis de atividade física. Os resultados apontaram que apenas 75 minutos semanais de caminhada rápida podem aumentar a longevidade entre indivíduos com mais de 40 anos em até 20 meses.
O estudo também apontou que 450 minutos de caminhada rápida por semana, por exemplo, estão relacionados a um aumento da expectativa de vida em aproximadamente 4,5 anos, enquanto que 150 a 299 minutos semanais — ou seja, a quantidade mínima recomendada pelo governo federal dos EUA — podem aumentar o tempo de vida de pessoas com mais de 40 em 3,4 anos.
Também de acordo com os pesquisadores, o ganho de tempo é proporcional à quantidade de exercícios praticados e se aplica a indivíduos que se encontrem dentro do peso normal, apresentem sobrepeso ou sejam obesos. Contudo, pessoas ativas e com peso saudável parecem levar a melhor nessa conta, ganhando até 7,2 anos de vida como prêmio.

Noticia retirada do Megacurioso

quarta-feira, 8 de maio de 2013

História e ciência derrubam o mito das oito horas de sono


Evidências sugerem que dormir durante 8 horas pode não ser a melhor maneira de descansar.
Você sabe quantas horas deve dormir por noite? Normalmente, a recomendação é de oito horas, de preferência ininterruptas, certo? Mas você sabia que nem sempre foi assim?
O historiador norte-americano Roger Ekrich, depois de 16 anos pesquisando documentos e referências históricas que remontam desde a antiguidade, apresentou um trabalho onde afirma que as pessoas costumavam dividir suas noites de sono em dois períodos de quatro horas.
De acordo com os documentos que Ekrich encontrou — mais de 500 —, ele descobriu que o normal era de que as pessoas se deitassem duas horas após o pôr do sol. Depois de quatro horas, se despertavam, saiam para caminhar ou realizavam qualquer atividade durante uma ou duas horas, voltando a dormir por mais quatro horas, em um padrão de sono dividido em dois turnos.
O que mais surpreendeu o historiador não foi o enorme número de referências a este padrão de sono, mas o fato de ser mencionado como algo absolutamente normal, como se essa fosse a maneira que todos dormiam.

Descanso entre os sonos

Durante o intervalo entre os turnos de sono, as pessoas costumavam ser muito ativas: era durante esse período que se levantavam para ir ao banheiro, fumar e até mesmo visitar os vizinhos; muitos permaneciam em suas camas lendo, conversando ou fazendo... Coisas mais interessantes com seus parceiros.
O sexo durante esse intervalo, inclusive, era uma recomendação médica. Um manual do século 16 aconselhava os casais a praticarem sexo durante esse tempo, pois estariam mais descansados das atividades cotidianas, e ainda teriam tempo para descansar depois do ato.

Fim do intervalo

Você já percebeu que muitos de nós temos problemas de sono, acordando várias vezes durante a noite? Os cientistas sugerem que isso poderia estar relacionado ao novo padrão de sono imposto de oito horas ininterruptas, que seria antinatural. E mais: eles também sugerem que este padrão que nos foi forçado pode inclusive estar interferindo na capacidade natural que os humanos têm de regular o estresse.
Antigamente, as pessoas utilizavam o intervalo entre os sonos para meditar e relaxar e, de acordo com os especialistas, não é uma surpresa que os níveis de estresse, ansiedade, depressão, alcoolismo e abuso de drogas tenham aumentado tanto na vida moderna.
Portanto, se você é daqueles que se despertam no meio da noite, não se desespere. Tente encarar o sono como os nossos ancestrais, relaxando ou meditando um pouco. Quem sabe essa não seja mesmo a melhor forma de descansar.

Noticia retirada do Megacurioso

terça-feira, 30 de abril de 2013

Cientistas podem ter descoberto a verdadeira poção do amor


(Fonte da imagem: Reprodução/Discovery)
Pesquisadores constataram que as pessoas são muito suscetíveis ao seu próprio odor, e isso pode ser usado para sintetizar um cheiro que ajude os solteiros na procura por um par.
Odores naturais do corpo humano realizam papéis muito mais importantes na escolha de parceiros para um relacionamento do que podemos imaginar. Na realidade, com o intuito de medir a magnitude dessa importância “olfativa”, um grupo de pesquisadores resolveu realizar uma pesquisa para provar que uma substância produzida artificialmente pode aumentar significativamente as chances de um solteiro conseguir um par amoroso.
Não se trata de um filme de romance ou de um conto de fadas, mas o que os cientistas envolvidos neste experimento tentam fazer é descobrir a boa e velha poção do amor. E isso é sério mesmo, como mostram os resultados da pesquisa publicada no veículo científico Proceedings of the Royal Society B.
As descobertas afirmam que as pessoas são apegadas ao seu próprio odor corporal e são muito mais suscetíveis a cheiros que se aproximem do que estão acostumadas a sentir em si mesmas. Esse reconhecimento só é feito pelo organismo em nível de subconsciência, por isso não se trata exatamente daquele cheirinho que fica depois de uma hora na academia em um dia quente... São outros os fatores que contribuem para a percepção do odor.
A principal mente por trás desta pesquisa é o doutor Manfred Milinski do Instituto Max Planck de Biologia Evolucionária (Max Planck Institute for Evolutionary Biology). “Quando você for comprar um perfume, é preciso que você seja muito seletivo para conseguir identificar exatamente o odor que encaixe com seu sinal original — o que é determinado por uma quantidade de genes”, diz o Dr. Milinski. “As pessoas levam muitos e muitos anos até que consigam encontrar o ‘seu perfume’ correto”, conclui.

Não é feitiçaria, é tecnologia

(Fonte da imagem: iStock)
Para poder realizar o estudo, Milinski e sua equipe criaram perfumes com moléculas sintéticas, associadas a algumas estudantes que se voluntariaram para o processo. As voluntárias foram orientadas a tomar banhos utilizando um sabonete especial e, depois, elas deveriam usar um tipo específico de desodorante.
Ao término dos testes, as estudantes deveriam sentir o cheiro que ficou em cada uma delas e escolher o que mais tivessem gostado. Cada uma das mulheres escolheu exatamente o odor que foi produzido sinteticamente, de maneira a reproduzir o seu próprio cheiro.
Será que futuramente encontraremos uma boutique de perfumes, na qual poderemos escolher uma “poção” de acordo com o biotipo da pessoa que estamos procurando? Isso seria incrível!

Noticia retirada do Megacurioso

quarta-feira, 17 de abril de 2013

História e ciência derrubam o mito das oito horas de sono


Evidências sugerem que dormir durante 8 horas pode não ser a melhor maneira de descansar.
Você sabe quantas horas deve dormir por noite? Normalmente, a recomendação é de oito horas, de preferência ininterruptas, certo? Mas você sabia que nem sempre foi assim?
O historiador norte-americano Roger Ekrich, depois de 16 anos pesquisando documentos e referências históricas que remontam desde a antiguidade, apresentou um trabalho onde afirma que as pessoas costumavam dividir suas noites de sono em dois períodos de quatro horas.
De acordo com os documentos que Ekrich encontrou — mais de 500 —, ele descobriu que o normal era de que as pessoas se deitassem duas horas após o pôr do sol. Depois de quatro horas, se despertavam, saiam para caminhar ou realizavam qualquer atividade durante uma ou duas horas, voltando a dormir por mais quatro horas, em um padrão de sono dividido em dois turnos.
O que mais surpreendeu o historiador não foi o enorme número de referências a este padrão de sono, mas o fato de ser mencionado como algo absolutamente normal, como se essa fosse a maneira que todos dormiam.

Descanso entre os sonos

Durante o intervalo entre os turnos de sono, as pessoas costumavam ser muito ativas: era durante esse período que se levantavam para ir ao banheiro, fumar e até mesmo visitar os vizinhos; muitos permaneciam em suas camas lendo, conversando ou fazendo... Coisas mais interessantes com seus parceiros.
O sexo durante esse intervalo, inclusive, era uma recomendação médica. Um manual do século 16 aconselhava os casais a praticarem sexo durante esse tempo, pois estariam mais descansados das atividades cotidianas, e ainda teriam tempo para descansar depois do ato.

Fim do intervalo

Você já percebeu que muitos de nós temos problemas de sono, acordando várias vezes durante a noite? Os cientistas sugerem que isso poderia estar relacionado ao novo padrão de sono imposto de oito horas ininterruptas, que seria antinatural. E mais: eles também sugerem que este padrão que nos foi forçado pode inclusive estar interferindo na capacidade natural que os humanos têm de regular o estresse.
Antigamente, as pessoas utilizavam o intervalo entre os sonos para meditar e relaxar e, de acordo com os especialistas, não é uma surpresa que os níveis de estresse, ansiedade, depressão, alcoolismo e abuso de drogas tenham aumentado tanto na vida moderna.
Portanto, se você é daqueles que se despertam no meio da noite, não se desespere. Tente encarar o sono como os nossos ancestrais, relaxando ou meditando um pouco. Quem sabe essa não seja mesmo a melhor forma de descansar.

Noticia retirada do Megacurioso

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cientistas identificam o que nos paralisa durante o sono


(Fonte da imagem: Thinkstock)
Pesquisadores descobrem quais são os neurorreceptores responsáveis por cessar a atividade muscular enquanto dormimos.
De acordo com uma notícia publicada pela Universidade de Toronto, um grupo de pesquisadores descobriu o que faz com que alguns de nós tenham o sono superagitado enquanto outros simplesmente dormem feito uma rocha.
Para isso, os cientistas monitoraram a atividade elétrica dos rostos de ratinhos de laboratório durante uma fase do sono conhecida como R.E.M., período no qual os sonhos são mais vívidos, os olhos se movem rapidamente e os músculos do corpo ficam paralisados.

R.E.M. e os distúrbios do sono

Os pesquisadores identificaram dois tipos de receptores cerebrais responsáveis pela paralisia muscular que experimentamos — ou que deveríamos experimentar — enquanto dormimos profundamente. Em algumas pessoas, esses receptores não funcionam corretamente, fazendo com que elas se movam constantemente durante o sono e sofram uma série de distúrbios.
Entretanto, a descoberta não serve apenas para que não nos sintamos tão cansados depois de uma noite agitada. Na verdade, 80% das pessoas que sofrem de alguma disfunção durante o sono acabam desenvolvendo algum tipo de doença neurodegenerativa, como o mal de Parkinson, por exemplo, além de apresentar quadros de bruxismo, narcolepsia e sonambulismo.

Noticia retirada do Megacurioso

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pressão Arterial elevada é ligada a mudanças no cérebro



A pressão arterial elevada pode causar alterações cerebrais prejudiciais em pessoas com menos de 40 anos, sugere um estudo.
No relatório, publicado no periódico Lancet Neurology, pesquisadores mediram a pressão arterial em 579 homens e mulheres cuja média de idade era 39 anos, e em seguida examinaram seus cérebros com ressonância magnética.

Depois de incluir dados como tabagismo, tratamento de hipertensão arterial e volume craniano total, eles descobriram que a maior pressão arterial sistólica – a forma mais comum de hipertensão – estava associada à diminuição do volume da substância cinzenta e a uma lesão significativa da substância branca. Além disso, verificou-se uma relação dose-resposta: quanto maior a pressão sanguínea, maiores as mudanças visíveis.

Essas alterações também ocorrem em pessoas com mais de 55 anos que possuem pressão alta, e são associadas a uma diminuição do desempenho cognitivo. Essencialmente, esses jovens com pressão alta apresentavam cérebros mais velhos do que sua idade cronológica.

Os autores reconhecem que os indivíduos que participaram do experimento eram na maioria voluntários caucasianos saudáveis, e que o estudo representa um cenário momentâneo, e não uma visão de longo prazo.

O autor, Charles Decarli, neurologista da Universidade da Califórnia, Davis, pediu cautela. "A maioria das pessoas nessa idade não possui sintomas, mesmo quando têm pressão alta", disse ele. "Meça sua pressão arterial quando você for jovem, e trate-a se necessário."


Fonte: Notícias Uol

quarta-feira, 27 de março de 2013

Perder peso sem exercícios físicos pode ser uma realidade


(Fonte da imagem: Reprodução / ThinkStock)
Cientistas buscam maneiras de bloquear substância que regula a queima de calorias.
“Sem dor, não há ganho” é a máxima dos exercícios físicos, indicando que é impossível emagrecer sem suar bastante. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, entretanto, estão descobrindo uma forma de perder uns quilinhos a partir de um remédio milagroso. O mais bizarro? A pílula que faz tudo isso acontecer mexe com uma substância cerebral endocanabinoide – que, como o nome sugere, tem uma estrutura molecular parecida com a da maconha.
De acordo com os cientistas, o cérebro dos mamíferos contém um componente chamado 2-AG, que seria um dos responsáveis por regular o metabolismo do corpo e distribuir a energia obtida dos alimentos. Desse modo, uma droga capaz de bloquear ou diminuir o nível dessa substância seria capaz de fazer com que você perdesse peso de maneira totalmente natural, pois o corpo ficaria em um estado “hipermetabólico” durante algum tempo.
Segundo o Digg, por enquanto os cientistas não têm ideia de como produzir um remédio assim. O maior avanço foi obtido em testes com ratos: os animais foram geneticamente modificados para apresentar níveis baixos da 2-AG. O resultado foi um sucesso, pois as cobaias queimavam calorias mais rápido sem apresentar problemas de saúde. Algo parecido nos seres humanos seria complicado – e levaria uma década, além de alguns bilhões de dólares em pesquisa. Um custo alto, apesar da boa causa.

Noticia retirada do Megacurioso

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Você consegue imaginar o que são 200 calorias? Dê uma olhada nas fotos!


Você consegue imaginar o que são 200 calorias? Dê uma olhada nas fotos!
Site cria representações visuais com porções de alimentos que equivalem a 200 calorias.
Se você é daqueles que cuida da alimentação e tenta se manter na linha, é provável que sempre fique atento às informações nutricionais dos alimentos e, claro, à quantidade de calorias que consome. Entretanto, nem sempre é fácil imaginar o que “x” gramas de uma determinada comida representam em um prato, não é mesmo?
Pensando nisso, o pessoal do site wiseGEEK teve a brilhante ideia de selecionar uma série de alimentos e fotografar porções equivalentes a 200 calorias de cada um para que seja mais fácil visualizar a energia que você está consumindo. Todas as fotos foram feitas com a mesma câmera e em um mesmo ambiente, portanto os tamanhos das porções são comparáveis entre si. Além disso, o prato utilizado mede 26 centímetros de diâmetro, e a tigela, 16.
Portanto, confira a seguir o que são 200 calorias de...

Hambúrguer

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Coca-Cola

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Cheetos

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Doritos

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Batata frita

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Batata chips

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Bacon frito

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Salsicha

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Melão

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Pirulito

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Jujuba

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Adoçante artificial

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Ketchup

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Kiwi

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Leite integral

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

M&M`s

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Maçã

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK

Brócolis

Fonte da imagem: Reprodução/wiseGEEK
Caso você deseje conferir a lista completa de alimentos disponibilizada pelo pessoal do wiseGEEK, acesse este link.

Noticia retirada do Megacurioso

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Coçar os olhos e usar colírio por conta própria podem causar problemas irreversíveis


  • Muitos problemas de visão também podem ser prevenidos com visitas periódicas ao oftalmologista
    Muitos problemas de visão também podem ser prevenidos com visitas periódicas ao oftalmologista
No verão, é comum as pessoas se lembrarem de passar protetor solar. Mas muita gente se esquece de usar óculos escuros. Os olhos, que também precisam de cuidados especiais nessa época do ano, geralmente são negligenciados. Não cuidar bem deles pode causar uma série de problemas – alguns irreversíveis.

O principal cuidado é fazer visitas periódicas ao oftalmologista. Muita gente só procura esse profissional quando sente algum incômodo – o que geralmente é sinal de um problema já enraizado ou em estágio avançado. "Muitos problemas de visão podem ser prevenidos com visitas periódicas ao oftalmologista. Casos que acabam se tornando graves poderiam ser resolvidos com um simples consulta", alerta a oftalmologista Andréa Lima Barbosa, diretora-médica da Clínica dos Olhos São Francisco de Assis (RJ).

Para as pessoas que já têm problema de visão ou estão acima dos 40 anos, a recomendação é que a consulta seja feita anualmente. Os mais jovens e sem problemas oculares podem se consultar a cada dois anos.
Usar óculos de sol é fundamental, especialmente em um país tropical como o Brasil. E isso não deve ser feito apenas no verão: durante todo o ano os olhos devem ser protegidos dos raios ultravioletas.

"Óculos com proteção contra raios UV devem ser usados em todas as estações, sempre que se fica exposto a essa radiação por mais de 15 minutos", explica Eduardo Rocha, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Sem a proteção adequada, a radiação pode causar problemas como irritações, queimaduras na córnea e tumores, além de favorecer o desenvolvimento de catarata e degeneração macular.

Mas é preciso ficar atento à qualidade dos óculos. Não basta que sejam escuros; eles devem ter filtro contra os raios ultravioletas – caso contrário, podem ter efeito oposto, pois dilatam a pupila, permitindo a entrada de mais luz e, consequentemente, de mais raios nocivos.

Nunca coçar os olhos

Também é preciso prestar muita atenção a alguns hábitos que muitas pessoas têm, como coçar os olhos ou usar colírios sem prescrição médica. Coçar os olhos pode causar sérias lesões na córnea, e até mesmo levar ao desenvolvimento da ceratocone, uma deformação da córnea que a torna mais fina e com formato mais cônico.

Além disso, coçar os olhos com as mãos sujas aumenta o risco de alergias, irritações e até mesmo conjuntivite infecciosa. Usar colírio sem receita também traz riscos: "o uso indiscriminado de colírios pode causar uma importante perda de visão e até cegueira", alerta Carlos Eduardo Arieta, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Unicamp.

Alimentando os olhos

Uma alimentação adequada é essencial para manter a saúde dos olhos. Ela pode ajudar a fortificá-los e até mesmo a evitar o surgimento de alguns problemas. "Uma alimentação equilibrada, a fim de se ter um aporte de diversas vitaminas (incluindo a vitamina A), é muito importante para os olhos", diz o médico Jayter Silva de Paula, professor da faculdade de medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo).
Um dos principais nutrientes para a saúde dos olhos é a vitamina A. Tanto que um dos primeiros sintomas de sua deficiência no organismo é a cegueira noturna. Portanto, é importante consumir alimentos ricos neste nutriente, como cenoura, abóbora, espinafre e fígado. Certos minerais também estão ligados à saúde dos olhos, como o zinco, que ajuda a reduzir o risco de DMRI (degeneração macular relacionada à idade).

Os carotenoides luteína e zeaxantina estão diretamente ligados à saúde dos olhos, pois são encontradas na mácula (parte central da retina). Encontrados na laranja, mamão, couve-flor, ervilha e brócolis, absorvem o excesso de luz, têm efeito antioxidante e evitam o acúmulo de gordura no interior dos vasos oculares.

Os antioxidantes também são muito importantes para a visão. Isso porque os olhos sofrem, assim como o resto do corpo, um processo natural de degeneração. E esses nutrientes impedem o dano celular causado pela oxidação. Segundo um estudo feito pelo National Institute of Health (The Age-Related Eye Disease Study - AREDS) os altos níveis de antioxidantes presentes nas vitaminas A, C e E reduzem significativamente o risco de desenvolver DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), e protegem os olhos contra a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes internas dos vasos oculares).

Veja mitos e verdades sobre a saúde dos olhos




Foto 9 de 17 - Não é preciso prescrição médica para usar colírio. MITO: colírios também são medicamentos e devem ser usados com cautela. Seu consumo indiscriminado pode causar mais problemas do que resolvê-los. "O uso de colírios, incluindo os chamados adstringentes, só deve ser feito com recomendação médica. Já a utilização de alguns colírios sem controle, como os de antibióticos e de cortisona, pode causar perda de visão importante e até cegueira", alerta Carlos Eduardo Arieta, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Unicamp

Noticia retirada do UOL